A “aura” humana é definida como um campo de energia, de forma ovóide, que nos interpenetra e circunda por completo, estendendo-se para além do corpo físico até distâncias variáveis.

Ao contrário dos materialistas que excluem qualquer possibilidade de aura – à exceção daquela bioeletromagnética, comprovada pela ciência cartesiana –, os espiritualistas têm certeza de que ela existe, não somente nos seres humanos, mas também nos animais e nas plantas. Sobre o tema se pronunciou um semnúmero de pensadores, não apenas das religiões hinduísta e budista, mas inclusive pensadores cristãos.

O halo luminoso que cerca muitas representações de santos e outras figuras sagradas do cristianismo dá testemunho disso.Nos seres vivos, a aura desempenha um importantíssimo trabalho de trocas bioquímicas e bioenergéticas entre eles e o ambiente circundante.

A aura, com efeito, absorve substâncias benéficas (como o prana ou energia vital) e descarrega no ar os resíduos “tóxicos” e degradados produzidos pelo metabolismo bioenergético.

Nas pessoas saudáveis, cada poro da pele representa – em escala microscópica – um jato de energia que cria uma verdadeira couraça defensiva ao redor de todo o corpo, definida como “aura de vitalidade”. Nas pessoas doentes ou enfraquecidas, esses jatos são muito débeis e se voltam para baixo, diminuindo a força defensiva original da aura.

A aura humana pode se debilitar por diversas causas e, no limite, pode chegar a desestruturar- se.

Entre essas causas, algumas são químicas, como a carência de cálcio e de ferro no organismo; algumas são energéticas, como a exposição do corpo a campos energéticos nocivos, como, por exemplo, fortes campos eletromagnéticos artificiais, campos radioativos, etc.; algumas são psicológicas, como o medo, o ódio, os desejos egoístas, a incapacidade de definir os caminhos da própria vida; algumas são espirituais, como participar de experiências mediúnicas sem ter um controle efetivo do que está acontecendo (as “brincadeiras do copo”, por exemplo), e todos os demais eventos nos quais a pessoa abdica do controle de si mesma.

Algumas pessoas elaboram mais energia vital do que é necessário para elas mesmas, e por isso podem doar o excedente para outras pessoas. São os que praticam a chamada “cura pela energia vital”. Outras pessoas, ao contrário, elaboram menos do que o necessário e tendem, quase sempre sem o saber, a “vampirizar” aqueles que as cercam.

Essa é a razão pela qual, depois de visitar um hospital, nos sentimos com freqüência sem energia. É preciso, também, muito cuidado na escolha do “curador”. Às vezes, ele não é sadio o bastante no corpo e no espírito, e a energia que oferece está longe de ser uma energia pura. Outras vezes, trata-se de um lobo em pele de cordeiro: apresenta-se como doador de energia quando, na verdade, é um vampiro.

Determinadas plantas, por seu lado (pinheiro, eucalipto, carvalho e várias outras), são capazes de elaborar energia vital bastante similar à energia humana, e de transferi-la para as pessoas. Por isso, aproximar-se de árvores desse tipo pode ser bastante salutar. A absorção da energia acontece de forma natural, por intermédio da simples interação entre o campo da árvore e o da pessoa. Mas pode também ser incrementada com o uso de técnicas respiratórias (os pranaiamas da ioga oriental e com mentalizações).

Há relativamente pouco tempo nossos cientistas começaram a conhecer o intrincado conjunto de artérias e de veias que compõe o sistema circulatório de nossos corpos. Mas, segundo os estudiosos das antigas tradições, ainda lhes falta descobrir a existência de um sistema circulatório ainda mais delicado que percorre todo o nosso corpo e que leva a força vital para cada um dos nossos átomos, para cada uma das nossas células.

SE A FORÇA VITAL se dissipa e deixa de circular, as células se tornam inertes e não podem ser substituídas por novas células. O destino da célula desprovida de energia é a morte e a decomposição. Se a força vital é conservada, as células viverão o seu tempo normal de vida, e serão depois rapidamente substituídas, mantendo o corpo jovem e sadio.

A carência de energia vital ocasiona sérios distúrbios; disciplinas e terapias como a ioga, as artes marciais e a dança, a acupuntura e o shiatsu atuam no reequilíbrio dos fluxos energéticos do organismo. Nosso organismo funciona como uma sofisticada máquina.

Experimente soprar sobre um espelho e você verá que sua superfície será recoberta por uma fina camada de vapor. Isso acontece porque o ar expirado contém vapor d’água e, embora invisível, um gás chamado dióxido de carbono. Apenas esse fenômeno já demonstra que o corpo humano é uma máquina capaz de produzir energia. Mas, para produzi-la, ele necessita de:

Oxigênio: que, com o ar inspirado, entra nos pulmões e passa para o sangue, o qual o transporta a todas as células do corpo.
Nutrientes:  que absorvemos com os alimentos e as bebibas.
Energia vital (prana): que provém do Sol, é elaborada e metabolizada pelo nosso “corpo energético” e distribuída para todo o organismo.

Se uma pessoa vive de maneira equilibrada, o seu organismo se adapta bem às diversas circunstâncias, consegue se defender dos ataques internos e externos e tem condições de conservar a sua própria integridade. Quando, por excesso de trabalho físico ou mental, maus hábitos, alimentação incorreta ou qualquer outra razão, sua energia vital se enfraquece, ocorre um fenômeno conhecido como enervamento ou prostração.

Para evitá-lo, é preciso lembrar que o trabalho estressante e as preocupações constituem uma das formas mais eficazes para se dissipar a energia vital.

A condição de enervamento, quando a energia vital à disposição dos órgãos internos é muito reduzida, prejudica enormemente o seu funcionamento. O estômago e os intestinos se tornam preguiçosos e não conseguem desenvolver corretamente as suas funções. A digestão dos alimentos se torna pesada, complicada, interminável. Aparece um quadro de intestino preso.

Pode também surgir uma sensação de frio nas extremidades do corpo, particularmente nos pés e nas mãos, e também no nariz e nas orelhas. Às vezes, quando a pessoa se levanta bruscamente, pode sentir uma tontura momentânea.

O ENERVAMENTO, além disso, torna mais lentas as funções de eliminação dos intestinos e de excreção dos rins, pele e pulmões. Tais órgãos, portanto, quando a vitalidade é baixa, não conseguem eliminar os dejetos tóxicos formados pela atividade biológica do organismo. Esses dejetos começarão a se acumular nas células e nos tecidos. Esse envenenamento, com o tempo, produzirá diversos problemas, como dores de cabeça, cansaço crônico, algumas formas de depressão e de irritabilidade.

Lembramos que tudo aquilo que age no corpo e sobre o corpo demanda um gasto de energia. Por exemplo, tanto o frio quanto o calor demandam energia vital que o corpo usa para se adaptar às mudanças. Quem já passou da meia idade e deseja viver bastante e gozar de boa saúde deve procurar manter-se quente e evitar resfriamentos bruscos dos pés e do corpo. Sem tomar as devidas precauções, sua energia vital se dissipará rapidamente. Deve também moderar os prazeres à mesa e desenvolver uma autodisciplina para não cometer excessos nem incorrer em faltas que possam comprometer a saúde.

OS CENTROS DA ENERGIA VITAL

Segundo antigas tradições asiáticas, o corpo humano possui um número infinito de centros de energia vital (chacras, em sânscrito). Verdadeiros órgãos do nosso corpo de energia sutil, sete deles são os principais: o chacra raiz, na base da coluna vertebral; o gonádico, junto aos órgãos sexuais; o plexo solar, na região do umbigo; o cardíaco, ligado ao coração; o laríngeo, ligado à glândula tireóide; o frontal, ligado à glândula hipófise; o pineal, ligado à glândula de mesmo nome.

FONTEConexão Namastê
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