Visto inicialmente como poluição visual, o grafite vem, cada vez mais, se tornando um instrumento possível de embelezamento e uma forma de protesto e de crítica aos problemas sociais das grandes cidades.

Em Nova York nos anos 70, nascia a arte do grafite. Uma arte nascida das minorias, como um movimento cultural. Arte porque, diferente da pichação, ela possui técnicas e desenhos elaborados, muitas vezes “obriga” as pessoas a interpretarem, além de estar intimamente ligada ao movimento hip hop. Desde então, uma batalha vem sendo travada nas grandes cidades: tratar os murais de grafite como um bem cultural ou como vandalismo?

O preconceito contra esta arte sempre esteve presente desde o início.

Como todo artista, o grafiteiro busca sua inspiração em algum tema, que em muitos casos, são urbanos e críticos à sociedade, como um pedido de reflexão àqueles que passam pelos seus murais. O mais importante é que ele tenha a sua identidade, uma linha mestra para desenvolver seus desenhos e inclusive ser reconhecido. O artista rascunha a sua “tela” antes de reproduzi-la nos muros, ou ele consegue ter uma visão mais criativa e aproveita o próprio espaço para complementar com a sua arte. E é nisso que está a graça do grafite e ele deveria ser encarado e classificado como arte, já que possui os elementos fundamentais para tal.

A passos lentos, o grafite vem sendo visto com outros olhos. Com as devidas autorizações e com o objetivo de valorizar o patrimônio público, o artista consegue desenvolver seu mural. O fato é que a arte grafiteira é democrática, vem sendo mais respeitada pela sua estética e é boa para a sociedade em geral, porque cria e lança novos artistas, integra pessoas que poderiam estar em risco social, muitas vezes nos coloca em um estado de questionamento, valoriza o espaço urbano, além de termos a oportunidade de estarmos em uma galeria de arte aberta à todos, sem fronteiras.

Texto: publicado em artes e ideias por Rafael Pinheiro – com adaptações

Foto: Mural feito na África, a convite da cantora Madonna para ONG, no Hospital que ela fundou em Blantyre – Malawi

Arquivo pessoal de Eduardo Kobra em: @kobrastreetart – Fonte: Instagram

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A Grande Arte De Ser Feliz

Para todos aqueles que desejam pintar, esculpir, desenhar, escrever o seu próprio caminho para a felicidade.


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