Dois irmãos que se amam e uma cirurgia com sucesso, “sem precedentes” – segundo médicos franceses. Um gêmeo salvou o outro doando a própria pele.

Franck Dufourmantelle, de 33 anos, estava com queimaduras em 95% do corpo. Em setembro de 2016 ele teve um acidente de trabalho, foi parar no hospital e a probabilidade de sobrevivência era quase nula.

Mas os médicos descobriram que ele tinha um gêmeo homozigoto – do mesmo óvulo – chamado Eric Dufourmantelle, uma ajuda fundamental.

A vantagem da pele transplantada ser “de família” é que nunca será rejeitada pelo corpo e, portanto, não precisa de um tratamento imunossupressor. Isso acontece porque os gêmeos idênticos têm o mesmo capital genético, segundo os médicos.

Geralmente, pessoas com quase 100% do corpo queimado, como Franck, recebem a pele de um doador falecido, mas o tecido é sistematicamente rejeitado após algumas semanas e deve ser substituído.

Franck passou por uma dezena de operações, incluindo os transplantes e intervenções para retirar a pele queimada e tóxica para o organismo.

A primeira cirurgia aconteceu sete dias depois da hospitalização.

Os irmãos foram operados ao mesmo tempo para realizar o transplante de forma imediata. Os médicos repetiram o procedimento no 11° e no 44° dia da internação para cobrir a totalidade da superfície queimada.

Como

Segundo a agência RFI, a pele do doador foi retirada na forma de “camadas finas” do crânio, que cicatriza rapidamente, em menos de uma semana.

Pequenos pedaços de 5 a 10 cm de largura também foram extraídos das costas e das coxas de Eric, que demoraram dez dias para cicatrizar.

Da pele transplantada, 45% foram obtidas por meio de uma máquina que ampliava os pedaços menores, num processo semelhante à fabricação de meias-calças femininas. O tecido era depois transferido para as áreas queimadas.

Rapidez

“As pequenas feridas entre cada malha cicatrizam em 10 dias”, disse à RFI, Maurice Mimoun, diretor da unidade de cirurgia plástica no hospital Saint-Louis de Paris.

Para o doador, as operações quase não deixaram marcas. “Talvez tenha uma pequena diferença de pigmentação”, afirmou o médico.

“É a primeira vez que realizamos um transplante de pele entre gêmeos em 95% do corpo”, disse o médico Maurice Mimoun.

Hoje Franck voltou a caminhar e está em casa.

Ele segue um programa de reabilitação em uma clínica, de acordo com equipe médica responsável.

Com informações do G1 e AFP

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