Após trabalhar como fazendeiro em Gâmbia, Ali Sonko foi a Copenhague, onde conseguiu um emprego como lavador de pratos do restaurante Noma, que tem estrela Michelin e é famoso por criações experimentais. No fim de fevereiro, após mais de três décadas vivendo na Dinamarca, Sonko, de 62 anos, foi promovido a sócio do restaurante, reconhecido por muitos como o melhor do mundo.

O restaurante fechou temporariamente em fevereiro e vai reabrir as portas em dezembro em um novo local, projetado como uma “fazenda urbana”.

O The New York Times contou a história de Sonko. Após 14 anos limpando os pratos, o imigrante irá trabalhar como host.

Sonko diz que pretende ficar pelo menos metade de seu tempo lavando os pratos do restaurante. “Estou tão feliz”, disse ele ao jornal, falando sobre sua promoção. Na ocasião, o imigrante deixou claro que prefere lavar pratos do que falar sobre política. Quando questionado sobre a imigração na Dinamarca, ele respondeu: “cada um faz seu melhor”.

René Redzepi, chefe e sócio do Noma, disse que a promoção de Sonko era particularmente importante para ele porque seu próprio pai, um albanês muçulmano nascido na antiga Iugoslávia, trabalhou como lavador de pratos quando chegou à Dinamarca, na década de 1970.

“Sinto uma conexão especial com Ali porque meu pai se chama Ali e foi lavador de pratos a maior parte de sua vida”, disse ele. “Ele gastou cada hora de sua vida em restaurantes, trabalhando duro e raramente tirando o dia de folga. Ele é um ótimo exemplo de imigrante que deu certo”.

Redzepi anunciou a promoção de Sonko em seu Facebook. Ele escreveu: “Estou muito feliz em contar ao mundo que os gerentes do restaurante, Lau [Richter] e James [Spreadbury], e nosso lavador de pratos, Ali, se tornaram sócios do Noma. Esse é apenas o começo: queremos surpreender muitos outros integrantes da equipe com um pedaço dessas paredes entre as quais escolhemos trabalhar duro. Esse movimento é um dos mais felizes de minha carreira no Noma”.

Segundo Redzepi, Sonko e dois gerentes do restaurante receberam 10% de participação, enquanto ele próprio possui 20%. O restante é dividido entre quatro outros sócios.

A história de Sonko na Dinamarca começou há 34 anos, quando ele deixou a Gâmbia, após se apaixonar por uma dinamarquesa, enquanto passava as férias no país europeu. Desde então, ele trabalhou como vendedor de peixe, açougueiro e operário em uma fábrica de portas e janelas. Atualmente, além do trabalho no restaurante, ele está construindo um pequeno hotel em Gâmbia – que herdou um fogão usado da cozinha do Noma.

Há alguns anos, quando os funcionários do restaurante viajaram a Londres para receber um prêmio, Sonko não pôde ir com os companheiros. Então, os funcionários usaram camisetas estampadas com seu rosto para expressar o quanto era importante sua participação no Noma.

FONTEÉpoca negócios
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