Para homenagear Ariano Suassuna (1927-2014) no ano em que completaria nove décadas, o grupo Barca dos Corações Partidos não se debruçou sobre um espetáculo biográfico ou uma adaptação da obra do escritor paraibano.

Em “Suassuna – Auto do Reino do Sol” musical que estreia esta semana em São Paulo após temporada no Rio, buscou-se uma história original que refletisse o universo do autor de “A Pedra do Reino” e “O Auto da Compadecida”.

O texto de Braulio Tavares, escritor e pesquisador de literatura fantástica, traz as mesmas métricas de Suassuna (sextilhas, septilhas e décimas) e o “imaginário” do escritor: o artista popular, o homem sertanejo, causos amorosos, quiproquós, a garganta profunda e também a dor.

Chegou-se à história de uma trupe mabembe que viaja à cidade onde fica a fazenda dos Suassuna, Taperoá, para apresentar um espetáculo em sua homenagem. Tudo é feito num picadeiro, remetendo ao “palhaço frustrado” que o autor dizia ser.

“É uma companhia atemporal, um circo da memória, dos sonhos”, comenta Luiz Carlos Vasconcelos, convidado a dirigir a montagem.

VIAMaria Luísa Barsanelli
FONTE1.folha.uol
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