Gilberto Mendonça Teles nasceu em 30 de junho de 1931, em Bela Vista de Goiás, GO. Reside há 30 anos no Rio de Janeiro. Fez toda a sua formação acadêmica em Goiânia: o ginásio, no Ateneu Dom Bosco, dos salesianos, e no Colégio Estadual, onde cursou também o científico; o curso de Letras Neolatinas, na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Goiás; e o de Direito, na Universidade Federal do mesmo estado. Em 1965, foi com bolsa de estudos para Portugal, obtendo, em Coimbra, o Curso de Especialização em Língua Portuguesa. Em 1969, doutorou-se em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, defendendo também tese de Livre-Docência em Literatura Brasileira.

É contemporâneo de Carlos Drummond de Andrade, que lhe dedicou os seguintes versos:

Repito aqui — repetição
é meu forte ou meu fraco? — tudo
que floresce em admiração
no itabirano peito rudo
(e em grata amizade também)
ao professor, melhor, ao poeta
que de Goiás ao Rio vem,
palmilhando rota indireta, /
mostrar — com um ou com dois eles
no nome — que ciência e poesia
em Gilberto Mendonça Teles
são acordes de uma harmonia.

É ocupante, desde 11 de março de 1962, da cadeira de número 11 da Academia Goiana de Letras. Até o momento já publicou 14 livros de poesias e 10 de crítica literária. Recebeu pelo conjunto de sua obra, o prêmio Machado de Assis, considerado o maior prêmio literário do Brasil, pela Academia Brasileira de Letras, dentre outros prêmios também recebidos.

O irrefreável poeta lançou ontem (08/08/2017) em Goiânia mais um livro, O TERRA A TERRA DA LINGUAGEM – Reunião em 1 volume dos 6 livros de poemas de Gilberto Mendonça Teles, a saber: Saciologia goiana (1982) / Plural de nuvens (1986) & Cone de Sombras (1995) / Álibis (2000) / Linear g (2010) / Brumas do Silêncio (2014) / e sete poemas de Improvisuais (2012).

Percebe-se no título O terra a terra da linguagem a montagem de o terra (masculino) como uma espécie emotiva de fio terra que elimina os excessos artísticos; a terra como o fascínio feminino da terra natal; enquanto o sintagma resultante das duas palavras – o terra a terra quer mesmo significar “sem elevação ou grandeza, rasteiramente”, forma figurada de alguma imagem de modéstia e disfemismo na linguagem.

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A Grande Arte De Ser Feliz

Para todos aqueles que desejam pintar, esculpir, desenhar, escrever o seu próprio caminho para a felicidade.


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