Falar em Albert Schweitzer (1875 – 1965) é sinônimo de reverência à vida. Me arrisco a afirmar que ele foi uma alma sempre pronta para produzir. A busca pela sua felicidade e realização foram a chave do seu sucesso. Com 30 anos, na Alemanha, gozava de uma reputação famosa como teólogo e músico. Exímio construtor de órgãos, tinha especial predileção pelas obras de Bach. Com beleza e sensibilidade à flor da pele, e sempre pronto para conquistar mais, formou-se médico e partiu com sua esposa pra a África, no município Lambaréné no Gabão.

Se hoje em dia médicos que vão à África para colaborar em causas humanitárias se deparam com os cenários mais hostis e impróprios de trabalho, imaginem ele em 1913, improvisando consultório num antigo galinheiro e atendendo cerca de 40 pacientes por dia. Pergunto: Você conseguiria? Teria essa disposição? Essa paixão, amor e força de vontade? É no mínimo louvável.

No período da primeira guerra mundial, tudo o que havia construído foi destruído. E tendo o humanismo e a humanidade como a direção do seu olhar, decidiu realizar na Europa uma série de conferências, com o único intuito de colher fundos para reconstruir sua obra na África. Torna-se muito conhecido em todos os círculos intelectuais do continente, porém, a fama não o afastou dos seus projetos e sonhos. Ao retornar a Lambaréné, desta vez acompanhado de médicos e enfermeiras dispostos a ajudá-lo, reergue o hospital.

Em cada respirar e agir Schweitzer ensinou que devemos ter respeito por todas as formas de vida. Dizia que devemos lutar contra o espírito inconsciente de crueldade com que os animais são tratados e, sobre si afirmava: “Eu sou vida que deseja viver, em meio a outras vidas que também desejam viver.”

Já passados seus 80 anos, começou uma campanha contra as armas nucleares e atuou silenciosamente através de personalidades influentes; alertou sobre os efeitos das guerras e as posteriores conseqüências metereológicas delas sobre o planeta. Tanta foi sua luta pela paz e pelo respeito à vida que chegou a ser consultado por políticos dos EUA, Inglaterra e Índia para a conquista da paz mundial e recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1952 pelo trabalho humanitário que desenvolveu. Deixa seu legado de amor e compaixão, mas também de sonhos que podemos realizar. Como ele bem disse:”O sucesso não é chave para a felicidade mas a felicidade é chave para o sucesso”

“Até que não estendamos nosso círculo de compaixão a todos os seres vivos, a humanidade não terá paz.”

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A Grande Arte De Ser Feliz

Para todos aqueles que desejam pintar, esculpir, desenhar, escrever o seu próprio caminho para a felicidade.


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