Em busca de mais qualidade de vida e com o objetivo de contribuir com a sociedade, Milena Curado, 40, tem uma história de sucesso. Em 2007, fundou o Cabocla Criações. A marca é um resgate do bordado antigo aprendido na infância com a avó.

Apesar de nunca ter se afastado completamente do bordado na fase adulta, a fonte de renda vinha de um emprego em um cartório na histórica Cidade de Goiás, onde nasceu. Desmotivada com o serviço burocrático, buscou fortalecer sua relação com o bordado.

“Sempre tive essa ligação com o artesanal. Comecei então uma produção com minha mãe e minha avó, em algodão.”diz. Ao ver o sucesso de suas peças, deixou de vez o cartório.

A artesã faz os desenhos dos bordados, revelando detalhes da cultura da cidade. “Bordo o cotidiano, as poesias de Cora Coralina. Faço esses desenhos à mão, são únicos”, conta.

Com o aumento da demanda, Milena uniu a necessidade de mão-de-obra e a vontade de fazer a diferença na vida das pessoas e apresentou seu bordado às reeducandas da unidade prisional da Cidade de Goiás. Criou assim o Projeto Cabocla – Bordando Cidadania.

A iniciativa foi além do que ela poderia imaginar. Algumas detentas passaram o serviço para os maridos, que também estavam presos. Atualmente, Milena conta com 20 reeducandos como bordadeiros. “Acredito que as pessoas precisam de oportunidade. Todo mundo pode contribuir”.

Milena já foi vencedora do prêmio Sebrae Mulher de Negócios na categoria Microempreendedora Individual e também do prêmio Rodrigo Melo Franco, concedido pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Com o apoio e consultoria do Sebrae, tem conhecido o mercado de artesanato em diferentes países. Lançou em 2015 o filme Cabocla, que conta a história de uma família de um dos reeducandos que também faz parte do projeto.

O que espera do futuro? Ela tem a resposta na ponta da língua: continuar vivendo com qualidade de vida, proporcionando um mundo melhor para os outros e passando o ofício do bordado para as outras gerações da família, pela qual é assumidamente apaixonada.

“Minha avó foi uma referência muito forte para mim. Bordou até os 90 anos. Minha mãe e uma filha minha bordam. É a quarta geração do bordado. Isso para mim é uma grande lição de vida”.

FONTE http://ludovica.opopular.com.br
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