O cinema pode ser uma boa opção para se aprender novos conteúdos. 

São produções memoráveis que une entretenimento ao conhecimento. Pensando nisso, trazemos aqui uma lista com 6 grandes filmes para quem gosta do gênero e é apaixonado por história.

Vocês conseguem imaginar quantos filmes incríveis estão nessa lista? Vamos lá:

HOTEL RUANDA (2004)

Baseado na história real de Paul Rusebagia (Don Cheadle), gerente de um hotel pertencente a uma empresa belga em Kigali, capital da Ruanda, o filme mostra a guerra civil deflagrada a partir da perseguição do grupo étnico hutu aos tutsis (outro grupo étnico da Ruanda). Desamparados por outros países, pelas grandes potências e até mesmo pela ONU, os ruandeses tiveram que contar com a própria sorte e com almas abençoadas como a de Paul, que durante o conflito que durou cem dias e deixou cerca de um milhão de pessoas mortas, abrigou mais de 1200 tutsis no Hotel em que trabalhava. O filme de Terry George é importante ao retratar não apenas uma aparente guerra civil, mas os motivos mais profundos que levaram à explosão dessas guerras no continente africano, como o imperialismo promovido pelas potências europeias no século XIX, o qual dividiu a África como se estivessem em uma pizzaria, desrespeitando limites étnicos e geográficos, explorando suas riquezas, estimulando disputas pelo poder e deixando-a abandonada em sua pobreza, intolerância e falta de experiência democrática após a 2ª Guerra, quando fragilizados, os países europeus, “concederam” a “libertação” de nações acostumadas apenas à exploração e às guerras.

GANDHI (1982)

O drama histórico de Richard Attenborough, reconta a história de Mohandas Karamchand Gandhi (Ben Kingsley), um jovem advogado idealista que passa a questionar as condições de vida do seu povo na Índia, que era colônia britânica na época, e também toda miséria social, desigualdades e destruição produzidas pela imposição política, econômica e militar das grandes potências em relação às suas colônias no terceiro mundo, bem como a luta pela independência e pelo direito de autodeterminação desses povos. Com um enredo extremamente realista, o filme mostra todas as atrocidades e desumanidades promovidas pelo império britânico, ao mesmo tempo em que demonstra a força espiritual e comunicativa de um homem que derrotou um império apenas com a sua humanidade.

O NOME DA ROSA (1986)

Baseado no Clássico de Umberto Eco, o filme de Jean-Jacques Annaud se passa em um remoto mosteiro no norte da Itália, no ano de 1327. No mosteiro chegam William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço que acompanha o monge. Com a intenção de participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, William, sujeito extremamente erudito e racional, tem a sua atenção desviada pelos vários assassinatos que passam a ocorrer no mosteiro. Movido pela sua intelectualidade, William não acredita, como os outros monges, que os assassinatos sejam obra do Demônio, e, assim, começa uma investigação com a intenção de descobrir o real motivo das mortes. Totalmente instigante pelo seu mistério, a trama demonstra detalhes do período medievo, como a hipocrisia dos clérigos, pregando uma coisa e vivendo outra ou como está escrito em uma das capas do filme: acreditando em Deus e negociando com o Diabo; a demonização da mulher, caçadas como bruxas e jogadas na fogueira sem direito a defesa pela Inquisição, já que na visão medieval a mulher representava o pecado, pois alimentava os desejos do corpo; e o cerceamento do saber, em que restringia-se o acesso a muitos livros considerados subversivos, uma vez que instigavam o pensamento e levavam ao prazer, como o riso, por exemplo, considerado um pecado, porque deformava o rosto dos homens e os transformavam em uma caricatura do demônio, evidenciado toda a cultura da dor e do sofrimento difundida pela Igreja. Um filmaço e uma super aula sobre o período medieval.

GLADIADOR (2000)

Um dos grandes filmes do bom Ridley Scott, a trama narra a história do general Maximus (Russell Crowe), que após ser escolhido pelo imperador Marcus Aurelius (Richard Harris) para assumir a coroa, é alvo da inveja, ira e ganância de Commodus (Joaquin Phoenix), filho do imperador que almeja se tornar o novo senhor de Roma. Desse modo, Maximus foge e se esconde sob a identidade de um escravo e gladiador do Império Romano. Além de possuir um grande valor de entretenimento, o filme mostra toda a loucura, obsessão, corrupção e crueldade que cerca o poder, além, obviamente, de expor brilhantemente a maneira como os espetáculos dos gladiadores eram utilizados como forma de controle social, a fim de diminuir as tensões políticas e manter a plebe controlada, fruto, portanto, das “panis et circenses” ou política do pão e circo, manobras paternalistas que permeiam a prática política até os dias de hoje.

ADEUS, LÊNIN! (2003)

A mãe de Alexander (Daniel Brühl), fiel devota do socialismo na antiga Alemanha Oriental, tem um ataque cardíaco ao ver o filho em uma passeata contra o sistema vigente. Quando ela acorda do coma, após a queda do muro de Berlim, o médico aconselha a Alexander que ela evite emoções fortes, pois outro ataque tão cedo seria fatal. Com o peso na consciência pelo estado atual de sua mãe, Alex faz de tudo para que ela continue vivendo em uma ilusória Alemanha socialista, mudando embalagens de produtos industrializados e até mesmo inventando documentários televisivos para preencher as brechas do dia-a-dia do recente capitalismo no país. O filme do diretor Wolfgang Becker é extremamente inventivo ao criar uma realidade dentro da realidade, demonstrando as modificações decorrentes da queda do muro de Berlim, do fim do Socialismo e, consequentemente, do encontro de mundos ideologicamente distintos, marcando a nova ordem mundial e a supremacia do estilo de vida capitalista no mundo que se estabelecia.

A LISTA DE SCHINDLER (1993)

A obra-prima de Steven Spielberg é um retrato perfeito de um dos momentos mais tristes da história humana, o holocausto judeu. A trama gira em torno de Oskar Schindler (Liam Neeson), um empresário com prestígios dentro do partido nazista que vê a oportunidade de enriquecer utilizando a “quase” escrava mão de obra judia na segunda guerra mundial. Esse projeto ganancioso, no entanto, gradativamente se transforma em um “empreendimento” que visa salvar judeus da morte. Mesclando momentos de maior tensão e violência com momentos mais “leves” em que os membros do partido nazista se divertiam, o filme demonstra-se balanceado e mostra ainda mais a crueldade daquelas pessoas, que durante o dia matavam pessoas como se fossem insetos e à noite se divertiam como se nada tivesse acontecido. Tenso e ao mesmo tempo sensível, o longa consegue transmitir todas as emoções que permearam o momento retratado, além de contar com ótimas atuações e uma fotografia belíssima que ajuda a compor o ritmo e a sensibilidade da obra.

 

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