Em um estudo publicado no The Journal of Pediatrics, os pesquisadores tentaram determinar se o fato de uma pessoa ter experimentado punição corporal quando criança está relacionado a um posterior comportamento abusivo.

Os pesquisadores analisaram as respostas de 758 estudantes jovens adultos, sendo 61% mulheres, com idade média de 20 anos.

Eles foram questionados sobre a frequência de terem apanhado ou mesmo espancados com a intenção única de encontrar relação entre a punição e a violência no namoro

(Source: Getty)

As variáveis demográficas de idade, sexo, etnia, educação dos pais e status socioeconômico, além do abuso físico na infância também foram considerados.

Resultados:
19% dos participantes (134 pessoas) admitiram cometer violência com seus parceiros (perpetração de violência física no namoro) e 68% sofreram punição corporal quando criança (498 pessoas)

A análise mostrou significativa associação entre a punição corporal e o desencadeamento da violência física no namoro, inclusive com o controle das variáveis.

O principal autor do estudo, Jeff Temple, professor de psiquiatria da Universidade do Texas, observou: “Independentemente de alguém ter sofrido abuso na infância ou não, o espancamento era preditivo de violência no namoro”.

Portanto, o professor ressaltou em entrevista à CNN, a necessidade de determinar o que se considera punição e o que é puramente abuso.

Tanto que ele definiu como abuso infantil bater em uma criança com um cinto a ponto de deixar hematomas ou mesmo punição que exige levar a criança a um hospital.

Crédito: Shutterstock

De castigo à abuso
Em 50 estados dos Estados Unidos é permitido aos pais bater em seus filhos sem nenhuma penalização legal se não houver evidência de danos físico e mental.

Sim, mesmo que usem objetos. No entanto, os países divergem quanto a quais formas de punição “razoável” são justamente permitidas.

No Brasil, a Lei Menino Bernardo (Lei Nº 13.010) de 26 de junho 2014, sancionada pela ex-presidente Dilma, já completou 3 anos e 6 meses, e foi nomeada em homenagem ao menino morto pelo pai e a madrasta.

Esta lei garante o direito de crianças e adolescentes serem educados sem o uso de castigos físico (ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física que resulte em sofrimento físico ou lesão) ou tratamento cruel ou degradante (conduta cruel que humilhe, ridicularize ou ameace de maneira grave.

O professor Temple acrescentou: “Não há evidência de que [castigo físico] melhore o desenvolvimento das crianças, e há um monte de evidências de que tem resultados negativos”.

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Com informações: awebic.com, jpeds.com, camara.leg.br


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