Um detento de 20 anos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Paulo (SP) morreu neste mês após supostamente ser picado por um escorpião dentro do cárcere, e não receber atendimento médico adequado para a lesão.

Com lágrimas nos olhos, a mãe de Pedro Henrique de Freitas Valle Nascimento afirmou que o filho foi vítima de descaso. “É uma dor insuportável”, disse Alessandra Valle.

Em entrevista ao R7, ela disse que visitou Pedro no dia 25 de junho, mas ele não foi até ela como de costume. Foi aí que os colegas dele o levaram até sua cela, onde estava deitado e “chorando de dor”.

De acordo com Alessandra, o filho disse que havia sido “picado por um bicho fazia cinco dias, que tinha ido 3 vezes à enfermaria e que haviam dado a ele apenas paracetamol”.

Após a visita, ela acionou sua advogada e a administração do CDP para que o rapaz fosse encaminhado a um hospital, o que aconteceu dois dias depois.

Os medicamentos receitados não foram suficientes e problema dele se agravou.

“Na última visita, o meu filho já estava na enfermaria, jogado no chão. Foi quando eu pedi de novo para que ele fosse para o hospital”, explicou. Pouco depois, Pedro morreu.

“Se ele fosse um preso abandonado, tinha morrido lá mesmo. Os animais vivem melhor do que os presos na prisão”, afirmou Alessandra.

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Prisão

Conforme dados do Jus Brasil, o jovem foi preso em flagrante porque no dia 14 de dezembro de 2021, ao lado de um comparsa, “subtraiu, mediante violência e grave ameaça com emprego simulado de arma de fogo, bens e valores em dinheiro pertencentes à uma vítima”.

“Segundo narra a inicial, na data e local dos fatos, o denunciado e seu comparsa avistaram a vítima caminhando pelo interior do parque, dela se aproximaram e, simulando o emprego de arma de fogo, anunciaram o assalto, derrubaram-na no chão e passaram a ameaçar de morte, caso ela não lhes fornecesse a senha de seu celular, o que ela obedeceu, reduzida à incapacidade de resistência”, consta nos autos do processo.

“Ato contínuo, não satisfeitos, enquanto Pedro imobilizava o ofendido, seu comparsa abriu a pochete dele e dela subtraiu o mencionado aparelho, além de sua carteira, que continha R$ 200,00 (duzentos reais) e a chave de seu automóvel. Ocorre que policiais militares em patrulhamento de rotina foram informados, via COPOM, a respeito da ocorrência de um arrastão no Parque da Juventude e imediatamente para lá se dirigiram, onde se depararam com a dupla de roubadores ainda imobilizando Victor, sendo que, tão logo se deram conta da presença dos agentes de segurança, evadiram-se, em poder dos bens roubados.

Após breve perseguição, o comparsa do denunciado conseguiu se evadir, mas Pedro foi detido, ocasião em que ele desferiu socos e chutes contra os policiais, a fim de resistir a intervenção policial, sendo necessário o uso da força para contê-lo. Em revista, localizou-se em seu poder a chave, o celular e a carteira da vítima, que foram reconhecidos e restituídos ao proprietário”.

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Fonte: Isto É

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