Zahra tem cinco anos e é uma refugiada síria. Ela e sua família fugiram dos conflitos civis na Síria em 2015 e desde então vivem em uma barraca no subúrbio de Mafraq, na Jordânia.

Sua imagem, ganhadora do concurso “Foto do Ano”, organizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância — Unicef, foi feita por Muhammed Muheisen, um fotógrafo nascido em Jerusalém e que já conta com dois Prêmios Pulitzer.

A fotografia retrata a dura batalha de milhares de crianças sírias e os olhos da menina traduzem o sentimento de tristeza e falta de esperança dos campos de refugiados.

Com o intuito de mostrar e chamar a atenção do mundo para a situação de pobreza e dificuldade de milhares de crianças em diferentes áreas de conflitos, mais de 110 reportagens fotográficas foram inscritas no concurso por fotógrafos do mundo inteiro.

Esse ano o segundo e terceiro lugar do “Foto do Ano” tiveram o mesmo tema: a fuga de milhares de pessoas de uma minoria muçulmana rohingya, de sua terra natal em Myanmar para Bangladesh.

A young Rohingya refugee boy cries as he climbs on a truck as he and others crowd and struggle during a food distribution by a local NGO near the Balukali refugee camp in Cox's Bazar, Bangladesh. More than half a million Rohingya refugees have flooded into Bangladesh to flee an offensive by Myanmar’s military that the United Nations has called “a textbook example of ethnic cleansing”. The refugee population is expected to swell further, with thousands more Rohingya Muslims said to be making the perilous journey on foot toward the border, or paying smugglers to take them across by water in wooden boats. Hundreds are known to have died trying to escape, and survivors arrive with horrifying accounts of villages burned, women raped, and scores killed in the “clearance operations” by Myanmar’s army and Buddhist mobs that were sparked by militant attacks on security posts in Rakhine state on August 25, 2017. What the Rohingya refugees flee to is a different kind of suffering in sprawling makeshift camps rife with fears of malnutrition, cholera, and other diseases. Aid organizations are struggling to keep pace with the scale of need and the staggering number of them — an estimated 60 percent — who are children arriving alone. Bangladesh, whose acceptance of the refugees has been praised by humanitarian officials for saving lives, has urged the creation of an internationally-recognized “safe zone” where refugees can return, though Rohingya Muslims have long been persecuted in predominantly Buddhist Myanmar. World leaders are still debating how to confront the country and its de facto leader, Aung San Suu Kyi, a Nobel Peace Prize laureate who championed democracy, but now appears unable or unwilling to stop the army’s brutal crackdown. #gettyimages #rohingya #myanmar #bangladesh @gettyimages

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O terceiro colocado foi Kevin Frayer, que registrou a imagem de um menino desesperado tentando alcançar os suprimentos que um caminhão entregava em um campo de refugiados na zona do Golfo de Bengala.

Já o segundo lugar ficou com K. M. Asad, de Bangladesh, cuja foto vencedora foi batizada de a imagem do salvamento de uma vida” e e mostra o exato momento em que uma mulher com um bebê em seus braços sai do mar.

O concurso é realizado pela Unicef — Alemanha desde o ano 2000 e já premiou fotógrafos de mais de 80 países que retratam crianças em situações de dificuldades no mundo todo.

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