Um gatinho foi resgatado por ativistas após ser encontrado abandonado na rua, completamente coberto de graxa, lama e sem conseguir se mover.

Ele miava para demonstrar que estava vivo (apesar de tudo) a uma pessoa que passava pela rua, em Santos, no litoral paulista.

Levado a uma clínica veterinário, o bichano foi diagnosticado com infecção no sangue e intoxicação devido à graxa, e sua temperatura era tão baixa que não pode ser registrada pelo termômetro da clínica que o atendeu.

Leia também: Cachorro cego se “recusa” a sair do abrigo: não sabe mais viver sem seu gato-guia

Os médicos batizaram ele de ‘Francisco’, em referência ao dia que ele foi resgatado – 4 de outubro – data em que é comemorado o Dia de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais.

“Ele reviveu. Por isso escolhemos esse nome, acho que não teria nome melhor para esse gatinho, que foi salvo no Dia de São Francisco de Assis”, relatou Marilucy Pereira, presidente da Organização Não Governamental (ONG) Viva Bicho Santos.

Foram mais de 3 horas até Francisco ficar completamente limpo pela graxa, entre banho e secagem a temperaturas amenas.

O gatinho precisou tomar soro devido à extrema desidratação. “Ele chegou aqui na ONG dando cambalhotas, de repente. Não tinha muito senso de direção, e aí vimos que se tratava de uma intoxicação”, explicou a ativista.

Já no dia seguinte ele apresentou melhora. Não se sabe como o felino ficou naquele estado, mas certamente ele não era de rua até pouco tempo atrás. “Ou ele fugiu de uma residência, o que a gente não acredita, porque até agora, com nossa divulgação, ninguém entrou em contato, ou foi realmente abandonado. Com certeza, não é um animal de rua”, conta Marilucy.

Leia também: Noivo carrega irmã gêmea com deficiência de sua noiva até o altar para incluí-la na cerimônia

Já nesta semana, Francisco foi declado livre da infecção e a intoxicação. Atualmente, o pet aguarda por adoção, sob os cuidados da ONG, e, de acordo com Marilucy, “está 100% melhor”.

“Eu sempre acho que as coisas não são à toa. Não acho que aquela pessoa passou à toa naquele local e foi conferir se ele estava morto. Não é por acaso que ele deu um miado bem quando o rapaz chegou perto. Às vezes, eles [animais] precisam passar por uma tragédia de quase morte para receberem a oportunidade de terem outro tipo de vida, de serem cuidados de verdade”, concluiu a ativista.

Fonte: G1

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

RECOMENDAMOS