Por Gabrielle Roveda

Talvez vá soar rude, mas é a realidade que me surge: estamos vivendo numa geração carente de atenção. Uma geração de pessoas tão, mas tão vazias por dentro que só sabem buscar no exterior uma forma de preencher esse buraco aberto e acabam se encontrando na crítica assertiva de outros ao tentar suprir a própria carência emocional.

Queria é ter uma estatística matemática do futuro dessa busca interminável, digo, aonde tudo isso vai parar? Ao que nos leva, no final?

Estamos vivendo a era da aprovação alheia e esquecendo do crescimento pessoal por si próprio. Pense, quanto mais se busca um favoritismo, mais distante de quem se é ficamos. O que eu quero colocar em evidência é justamente essa mania incessante de ser a idealização de algo que não é você porque agrada o outro. Nessa onda de chamar atenção acabamos esquecendo quem somos de verdade.

Esquecemos o que é ficar só, o que é chamar nosso pensamento para conversar numa noite de insônia. Desaprendemos o valor da solitude ao deixar o exterior tomar conta do nosso ser. Não é preciso ser dependente de algo ou alguém, não é preciso agradar para enxergar a felicidade.

Somos uma geração que esqueceu princípios e não digo para se prender a regras e ao passado, mas se filiar com fé no valor do autoconhecimento. Saber quem se é de verdade, para além dos likes e da aprovação alheia. Reaprender a gostar do cru, daquilo que se enxerga sem filtro, do coração que se aceita sem padronizações.

Somos uma geração dependente do mundo, carente de toque, afeto e carinho mascarados por futilidades. Uma geração que esqueceu o senso de atitude e se vê mergulhada na facilidade de levar as coisas adiante sem muito questionar, que arrisca pensando no mérito e encontra arrependimento quando as coisas finalmente desabam.

Uma geração que constrói pilares em corpos alheios e esquece de, antes, solidificar seu próprio ser.

FONTEFlorejar
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