Com informações do site: Conexão Planeta

Um colégio que fica em um vilarejo no estado de Assam, adotou uma prática que já se tornou hábito. Semanalmente, estudantes fazem fila para entregar as sacolas de plástico cheias de lixo: são garrafas, embalagens, canudos…

Ao levar um mínimo de 25 resíduos os alunos não precisam pagar a mensalidade. A ação vem motivando cada vez mais crianças, que além de ficarem animadas com a ajuda no recolhimento do lixo, de quebra alcançam o benefício.

Fundada em 2016, a escola atende crianças de 4 a 15 anos e é administrada pela Fundação Akshar.

E qual o objetivo de recolherem o lixo?

No passado, as aulas começaram a ser prejudicadas devido à fumaça tóxica proveniente dos resíduos que eram incinerados pela comunidade que vivia próximo ao local. As pessoas costumavam queimar o lixo para se aquecer durante o frio do inverno. Com a iniciativa da escola, o lixo passou a ser reciclado.

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A região conta com muitas famílias carentes, que precisavam colocar seus filhos para trabalharem muito cedo. Entretanto, desde que a Akshar Forum abriu suas portas, tudo mudou!

Jovens professores

Grande parte do currículo é focado na sustentabilidade. Os alunos, por exemplo, fazem tijolos ecológicos com as garrafas plásticas coletadas, no centro de reciclagem da escola.

Uma das filosofias do método Akshar é fazer com que o jovem seja consciente do ambiente a seu redor e se esforce para melhorá-lo.

A fundação faz um belíssimo trabalho com a escola de Assam. Seu objetivo é melhorar o desempenho dos alunos, através de um modelo inovador de gestão pedagógica. A meta é reduzir a evasão escolar e fazer com que os alunos tenham sua formação acelerada, a um baixo custo.

Entre as medidas implementadas está uma que torna os estudantes mais velhos professores dos novos. Eles não só aprendem mais sobre ética no trabalho, comunicação, finanças, liderança e compaixão, mas ganham dinheiro por isso – um estímulo a mais para manter os jovens por mais tempo dentro do ambiente escolar.

“Usamos o trabalho infantil para acabar com o trabalho infantil”, dizem os idealizadores do método.

Os adolescentes também são treinados em atividades como jardinagem, carpintaria, tecnologia solar e, em breve, irrigação, eletrônica e iluminação.

A ideia é que eles tenham todos os instrumentos necessários para, quando estejam formados, consigam administrar um negócio rentável e sustentável.

Na escola de Assam há ainda um abrigo de animais. Cerca de 20 deles, recolhidos das ruas, feridos ou abandonados, recebem todos os cuidados médicos para poderem ser adotados.

Novamente, são os estudantes do Ensino Médio que trabalham, de forma remunerada, no tratamento dos cães.

Tecnologia como aliada do ensino na escola

A Fundação Akshar acredita que as ferramentas digitais são essenciais para fazer com que os próprios alunos busquem mais conhecimento, por isso incentiva o uso de jogos e vídeos educativos, a leitura de e-books e todos os recursos de aprendizagem disponíveis na internet.

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Segundo país mais populoso do mundo depois da China, há muita pobreza e famílias deixam de enviar seus filhos para o colégio para que possam trabalhar e ajudar na renda da casa. Um em cada cinco indianos vive abaixo da linha da pobreza (menos de US$ 1,25 por dia ou R$ 5).

A fundação sonha em “reformar” 100 escolas nos próximos cinco anos.

Todo o trabalho feito até agora conta com a parceria de outras instituições, como a ONU e a The Education Alliance, assim como o apoio financeiro de empresas privadas.

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