Por Raquel Alves

Qual caminho escolher? A gente tem sempre tantas bifurcações na vida…

Quando as coisas não vão bem, o negócio é recuar e escolher outro caminho. Como bem diz o velho ditado, “não se colhe nada diferente fazendo a mesma coisa sempre”. Mudar dá um medo enorme. Mas não tem outro jeito. A não ser que a preferência seja ser daquelas pessoas que reclamam de tudo.

É muito fácil identificar esses “reclamões”. Estão em todos os lugares comentando sobre o clima que está desagradável, o governo corrupto, o Brasil que “não tem jeito”, a economia que não anda, a violência que está pior que nunca… Pode apostar: a vida dos reclamões é uma mesmice sem tamanho. Os que reclamam não escolhem outros caminhos, não encaram as bifurcações e seguem sempre a mesma trilha mesmo com a vida mostrando, insistentemente que não está valendo a pena.

Os reclamões gostam apenas de reclamar, como se isso desse um certo ar de intelectualidade, mas não tomam providências para qualquer melhoria. E o pior de tudo, é que essas pessoas contaminam aqueles que estão ao seu redor. A reclamação crônica é um tipo de poluição ambiental…

A mesmice é a morte em vida. Quem não tem coragem de mudar, escolher outros caminhos para buscar uma vida nova; quem pára de aprender e não se reinventa, começa a morrer lentamente. A bifurcação diz claramente: “continue por aqui e viva descontente ou se arrisque e crie novas perspectivas.” Fica aqui então uma pergunta: o que há de tão sério, perigoso ou drástico para que a gente fique paralisado sem coragem de tomar qualquer providência? Será mesmo que somos tão pequenos e insignificantes para nos contentar com a mediocridade? Oras, é claro que não!

Mandela poderia ter passado a vida lamentando o fato de ter sido preso por 27 anos, mas preferiu fazer diferença, sendo um exemplo de generosidade e sensibilidade e se tornou presidente da África do Sul. Gandhi poderia também ter passado a vida reclamando o fato da Índia ser uma colônia, mas resolveu lutar contra isso e conquistou a independência do seu país. Claro, não precisamos fazer coisas tão grandiosas. O importante é não ser alguém que simplesmente ocupa espaço, mas que busca fazer diferença.

As pessoas que eu mais admiro são aquelas que tem coragem de se reinventar, de assumir quando um caminho não está dando certo e recomeçar outro. Essas são pessoas que aprendem, que ousam pensar e que, acima de tudo, assumem o medo que tem e se lançam vida afora a despeito dele. Gente que tem assunto bom pra conversar, que não gasta tempo com mediocridades.

E sim, essas pessoas são tão humanas quanto a maioria de nós. Todo mundo tem a capacidade que conquista. As bifurcações ensinam muito e podem nos levar para os mais diversos caminhos. Vale muito mais tentar, errar e voltar atrás do que insistir no erro para não correr o risco de errar de novo. Não temos certeza de nada. Apenas que, independente da direção que escolhermos, um dia pararemos de caminhar.

É preciso fazer nossa caminhada valer a pena. Então que sejamos capazes de acreditar, sorrir e amar para semearmos uma vida boa. Nós estamos caminhando, não sabemos até quando… Tomara que seja bom! 

 

FONTERaquel Alves
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