Por BRUNO LALLI

Alguns estão à procura de outra pessoa para se sentirem preenchidos, realizados etc., mas isso é extremamente perigoso. Fazem do namoro ou casamento um deus, o que acaba se tornando algo demoníaco e idólatra. E isso lhe fará sofrer, já que criará expectativas perfeitas, em que a pessoa terá que preencher todo o seu vazio e corresponder às expectativas que você criou. De acordo com Lewis, “a amorosidade, como a tristeza, pode trazer lágrimas aos olhos”, e, de fato, trará.

Temos que ter em mente que nós, cristãos, não namoramos ou casamos para que a pessoa corresponda aos nossos caprichos pessoais ou para nos preencher, mas para honrar a Deus; ou seja, devemos viver “coram Deo” (diante de Deus, perante Deus). Devemos namorar e casar diante de Deus, isto é, tudo para Ele.

O motivo do nosso preenchimento tem de ser Jesus. O nosso coração está “inquieto enquanto não repousa em Ti”, disse Agostinho. Lewis, por sua vez, disse que “se encontramos em nós um desejo que nada neste mundo é capaz de nos satisfazer, a explicação mais provável é que fomos criados para um outro mundo”.

Dostoiévski, por seu turno, disse que “há, no coração do homem, um abismo do tamanho de Deus”. A Bíblia, em Eclesiastes 3,11, diz que Deus criou o ser humano com o anseio pela eternidade. Portanto, somente Deus pode preencher o vazio que há em você.

Por outro lado, é claro que, ao estarmos com a pessoa que amamos, aquilo nos tratará uma felicidade enorme, uma sensação de preenchimento e realização. Não há problema em se sentir realizado e preenchido, mas o trabalho, o namoro e casamento, ou qualquer outra coisa que não Deus, jamais pode ser o motivo principal disso.

FONTEAlma com Flores
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