Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
Por Nara Rúbia Cristina Ribeiro, advogada especializada em Direito da Saúde O seu plano de saúde…
Existe um tipo de confusão que não nasce da falta de memória, da distração ou…
Trauma relacional: quando não foi um evento, mas uma falta constante de amparo. Entenda sinais,…
No quinto capítulo da série, um retrato mais literário — e totalmente pé no…
As alergias sazonais afetam milhões de pessoas todos os anos. Elas trazem consigo espirros,…
As apostas on-line tiveram um crescimento explosivo no Brasil nos últimos anos. Com o mundo…