O filho que mais nos desperta ira também pode ser o mais parecido conosco… a gente pensa que ele é justamente o diferente, mas ele pode ser a nossa versão conectada com a sua natureza… deixem eu me explicar: tudo o que reprimimos no passado, tudo que não pudemos manifestar, todas as opiniões que não foram expressadas, esse filho pode estar colocando pra fora… e como ele está realmente conectado com a sua natureza, se expressa, se manifesta, se posiciona, isso nos incomoda, pois desperta a nossa sombra…

O que nós não manifestamos não desapareceu… ficou jogado no escuro e cada experiência com nosso filho nos remete a essas vivências do passado… nos conectamos com o registro emocional que temos, que é o que foi nomeado (“menino, fica quieto!”, “criança não tem que querer!”, “engole o choro!”, “se continuar chorando, vou te dar motivo pra chorar!”), e vamos agir exatamente como os nossos pais ou cuidadores: reprimindo, julgando, abandonando emocionalmente…

São comportamentos aprendidos e, pra desconstruir isso, é necessário trazer à tona tudo que nos doeu no passado, mas que ainda reverbera nos dias de hoje. Como não lembramos do que não foi nomeado (o que realmente estávamos sentindo), só nos lembraremos de que “criança que chora, que se expressa, que é ela mesma, tem que ser calada”…

Quando a gente começa a se conectar com essas feridas, é quando podemos começar a resgatar essa criança interior que não teve voz… e quando lhe damos voz, abrimos o portal para que os nossos filhos não sofram com as mesmas feridas. Então, esse filho que nos incomoda, é a grande oportunidade de nos curarmos. Agradeça a ele por espelhar tudo o que você precisa mudar e melhorar em você.

Texto: Daniela Gusmão

(@danielageracaodeamor)

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