Autodidata, Veijo Rönkkönen foi um artista finlandês que nunca cursou nenhuma aula de arte na vida! Ele viveu entre o trabalho e a fazenda, onde morava, e aparentemente não gostava muito de conviver com as pessoas.

Conhecido como Parikkala Patsaspuisto, seu jardim foi descoberto em 2010, logo após sua morte. A história conta que sua 1ª escultura de concreto foi criada em 1961 e assim, elas foram feitas no terreno da casa em que morava com os pais ao longo da vida e nunca se mudou, tendo começado a comprar sacos de concreto e mudas de pés de maçã com seu primeiro salário. Foi a partir disso que seu fascinante jardim cresceu por 50 anos.

Ele dizia que as esculturas eram uma homenagem ao seu corpo quando jovem e, por isto, todas representavam pessoas de diversas etnias, religiões e faixas etárias fazendo atividades diversas, de yoga até brincadeiras.

Outsider por natureza, o artista parecia não se encaixar na sociedade contemporânea e viu na arte, assim como no exílio, uma maneira de discutir sobre sua própria dificuldade de assimilar a vida comum. Em 2007, três anos antes de sua morte, ele ganhou um importante Prêmio de arte, mas não foi buscá-lo por não querer sair de casa. Seu irmão pegou em seu nome.

Estudiosos dizem que todas as esculturas são auto-retratos disfarçados, personas que ele gostaria de ser, mas nunca conseguiu. Hoje, sua fazenda é considerada o principal centro de arte popular contemporânea do país e, hoje, chega a receber até 30 mil visitantes ao ano. Um exótico museu ao céu aberto, no meio da floresta de Parikkala, um lugar que fala muito sobre a vida.

Algumas esculturas possuem dentes humanos reais, enquanto outras possuem alto-falantes dentro de seus corpos emitindo sons incompreensíveis. Outras foram cobertas de musgo e “invadidas” pela natureza. Cada uma com uma característica, agora você tem mais um motivo para conhecer a Finlândia!
Com informações do site: Follow the colors
Fotos: Flickr 

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