Em meio à despedida da Rainha Elizabeth II, uma figura conhecida e isolada compareceu ao cortejo para se despedir da monarca: seu filho Andrew, que caiu em desgraça após uma série de polêmicas e escândalos.

“Andrew, você é um velho doente!”, gritou um manifestante enquanto o príncipe caído acompanhava o caixão da mãe.

O “Duque de York” perdeu seus títulos militares no início deste ano a pedido da própria rainha devido a um escândalo de agressão íntima contra uma menor de idade.

Durante o cortejo, o homem de 62 anos era o único filho da monarca que caminhava vestido de civil, ao passo que seus irmãos – o rei Charles 3º, a princesa Anne e o príncipe Edward, vestiam uniformes militares de gala.

Este é apenas um dos vários inconvenientes que a Casa de Windsor precisa lidar nos 11 dias de luto nacional, que incluem também a ruptura entre o herdeiro do trono, William, e seu irmão Harry, que no sábado apareceram inesperadamente juntos.

“Como membro da família, como filho da rainha, [Andrew] está logicamente de luto por sua mãe”, mas “muito me surpreenderá se houver algum papel para o duque de York no futuro”, analisou Robert Hazell, especialista constitucional da University College London.

Exilado de suas funções cerimoniais, Andrew é um catalisador do grave prejuízo à imagem da família real, provocado por sua amizade com o magnata Jeffrey Epstein, que cometeu suicídio em agosto de 2019 nos EUA após ter sido acusado de exploração sexual de menores.

O príncipe foi acusado de abusar de Virginia Giuffre quando a menina tinha 17 anos. Para encerrar o inquérito, ele fez um acordo extrajudicial e pagou milhões de dólares à jovem.

Até então, Andrew era, segundo alguns, o filho favorito da rainha, que se viu pressionada a despojá-lo de seus títulos no começo de 2022, supostamente sob pressão do agora monarca Charles 3º e do príncipe herdeiro, William.

“As monarquias que perderam o apoio popular desapareceram. Qualquer monarca astuto sempre está atento à opinião pública e responde rapidamente”, explica Hazell. “Esperaria que Charles não fosse muito diferente de sua mãe” nessa questão, acrescenta.

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