A relação de Tony Luciani com a fotografia começou depois que a mãe, Elia, caiu e quebrou o quadril – época em que ele, um pintor em tempo integral, decidiu cuidar dela e coincidentemente, comprar uma câmera para fotografar seu trabalho de arte.

Enquanto sua mãe se recuperava, Tony percebeu que a memória dela já não era mais a mesma, se deteriorando aos poucos.

Com a fotografia, ele decidiu criar uma série para homenagear a vida e as lutas de sua mãe contra a demência.

A memória estava deixando-a, então ele queria gravar o quanto ela pudesse lembrar antes que não restasse mais nada.

O que o inspirou a fotografar Elia, foi um dia, enquanto tirava fotos no espelho do banheiro, ela aparecia de vez em quando na porta para observar o que ele estava fazendo.

Quando ele pegou a câmera, Elia pulou na frente e levantou as mãos no ar.

Na hora ele pensou: “Oh meu Deus, isso é tão grande”, contou ele ao site UpWorthy. E então, Tony começou a registrar o que ele passou a chamar de “Mamma, in the meantime” (“Mãe, nesse meio tempo”).

A série de fotos se tornou interessante para Elia, a ponto de Tony estar pintando e ela dizer: “OK, estou entediada. Vamos fazer algumas fotos.”

“Ela me contaria essas histórias e eu anotaria as ideias e apresentaria as imagens na minha cabeça”, explicou Tony.

Então eles foram recriando as memórias dela. Elia esquecia o que tinha feito há dez minutos, mas se lembrava de sua infância, de coisas que aconteceram 70, 80 anos atrás.

Saber das histórias da juventude de sua mãe foi muito gratificante para Tony. Ele sempre admirou a mãe.

O pintor contou que quando era criança, ela havia trabalhado em uma fábrica de costura.

Na época, como encarregada de 50 costureiras, Elia aprendeu a falar oito ou nove línguas só para poder conversar corretamente com as pessoas.

E você acredita que Elia nunca viajou, apesar de ter aprendido tantas línguas? Bem, Tony achou que podia dar isso à mãe, através das fotos.

Sobre a série de fotos: “Ela se sentiu digna novamente”, disse Tony ao site. “Como se sua vida não tivesse terminado. E sua vida não terminou – e ela provou isso uma e outra vez”.

Infelizmente, Elia não lembra mais o nome do filho. Mas para Tony foi uma oportunidade de passar três anos dizendo adeus a ela, o que faz se sentir muito grato.

Você nunca se arrependerá de criar boas memórias com quem ama! Compartilhe com os seus amigos!

FONTEAleteia
COMPARTILHAR

COMENTÁRIOS




A Grande Arte De Ser Feliz
Para todos aqueles que desejam pintar, esculpir, desenhar, escrever o seu próprio caminho para a felicidade.