Por Raquel Alves

Mais um ano de vida se foi…. A parte inferior da ampulheta agora tem mais areia. E sem eu perceber, os cabelos brancos chegaram, alguns incômodos no corpo também. Os aniversários são diferentes agora…

Primeiro porque minha consciência de tempo mudou: sei que fico mais velha todos os dias! Segundo porquê nessas datas festivas sinto mais falta dos meus pais que o habitual. Eles não estão mais aqui pra me abraçar e não há nada que eu possa fazer para reverter isso. 

Podemos combater até a gravidade, fazendo subir tudo o que cai. Mas não há antídoto contra o passar do tempo. Este sábio inexorável que corre independente dos nossos desejos nos traz uma mistura de vivências, experiências, arrependimentos e saudades.

É ele que nos ensina a aproveitar o agora pois aprendemos – às duras penas – que ele passa! É graças a ele que temos esperança, pois da mesma forma que temos saudades do passado, temos esperanças para o futuro. Mas independentemente de tudo o que ele me ensina, se eu pudesse faria um pacto com ele: daria algum tempo da minha vida para ter mais alguns momentinhos com meus pais de novo, negociaria qualquer coisa para poder voltar ao colo grande da minha avó que cantarolava e caminhava lentamente até eu adormecer e brincaria novamente de bambolê me exibindo para as visitas que pacientemente me aplaudiam! Não adianta…

Resta-me saber que agora quem dá o colo sou eu. E há toda uma graça enorme nisso. O tempo passa e isso muitas vezes dói, é bem verdade! Mas saber reconhecer a graça única do momento em que vivemos é o maior presente que podemos nos dar. Talvez seja por isso que o que vivemos agora se chama PRESENTE.

Desde o início deste texto até o final alguns minutos do seu tempo se passaram e eu espero que tenham valido a pena!

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