O padre Fábio de Melo é, sem dúvida, um dos religiosos mais conhecidos em nosso país. Como não poderia deixar de ser, notadamente nestes tempos digitais, ele também é alvo de muitas críticas. Ele foi entrevistado no programa Saia Justa, do GNT, desta quarta-feira (07).

Na ocasião, ele falou com Sabrina Sato, Astrid Fontenelle, Luana Xavier e Larissa Luz, e discorreu, entre outos assuntos, da forma como a sua vida é vista e julgada quando não está usando a sua batina.

Segundo o religioso: “O padre tem todos os ônus e nenhum bônus”.

Foi quando decidiu falar sobre ter assistido a um show do cantor Fábio Júnior e sobre a forma como sentiu a reação das pessoas ao vê-lo feliz, curtindo o show:

“Essa semana eu fui fazer um show em Alfenas [MG] e, em seguida, foi o show do Fábio Jr. Foi a melhor noite da vida porque estava com todos os meus amigos reunidos, a minha banda…”, disse o padre. Acrescentando que “O show do Fábio é uma delícia, cantamos tudo, do início ao fim”.

Segundo ele, as pessoas o observaram com estranhamento:

“As pessoas olham estranho, dá a impressão que eu estou no lugar errado. Eles só querem o padre no velório”, analisou.

O padre ainda comentou sobre a depressão que sofreu e sobre o peso da melancolia:

“Chegou um momento que a melancolia se tornou insuportável. Foi aí que eu identifiquei que eu tinha um processo de adoecimento, resultado de minhas escolhas. Eu sempre digo que eu acabei dando ao meu corpo um cuidado muito diferente do que me pedia a alma”.

Ao mencionar a depressão que vivenciou, o padre deixou um recado muito importante sobre a necessidade de que percamos o preconceito com relação aos medicamentos psiquiátricos:

“A depressão é um processo químico, que pode ser despertado por um estilo de vida, por uma perda não elaborada, um luto que não foi vivido. Eu tinha tudo isso. Eu sepultei a minha irmã e dois dias depois estava no palco cantando”, finalizou.

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