Por Luana Ferreira

Sobre a foto que vi nos últimos dias em redes sociais… Da criança síria  aparentando um ano e alguns meses com a roupinha amarrotada e suja.

De acordo com o texto que em anexo com imagem, ela foi encontrada vagando sozinha em meio a guerra da Síria. Ao encontrar as pessoas ela sorriu. A face da inocência. Quanto corações não foram tocados por essa imagem? É de partir o coração e nos levar a mais profunda reflexão.

Ao ver a imagem me veio à memória aquele garotinho que foi resgatado a algum tempo atrás, em estado de choque, machucado, porém de semblante sério. Na mais tenra infância, e já em relacionamento íntimo com a crueldade da vida, com a crueldade dos seres humanos.

Quantos de nós não desejamos pegar essa criança no colo, alimentar, cuidar e proteger. Nos que somos pais que cuidamos e protegemos nossos filhos e a até quem não é, mas em seu íntimo dói também a crueza da imagem de  uma que, é apenas mais uma, entre tantas crianças perdidas e sofridas das guerras alheias. Nós que lutando todo dia em batalhas árduas para dar o melhor de nós para os que nos são caros.

Eis a questão… Quem fará isso pelos órfãos das guerras? Infâncias massacradas, cruelmente quebradas. Provavelmente a garotinha perdeu tudo e nem ao menos entende o que se passa. Que culpa tem essa inocente? Que culpa tem esses inocentes? Todos os dias crianças morrem, seja na guerra da Síria, seja nas guerras familiares, nas vielas e até no seio familiar, onde deveria morar a segurança.

Meu coração dói diante da impotência de ter as mãos atadas. Em meu âmago queria poder estender a mão para aquela menina, assim como estendo a mão a minha filha quando, durante a descoberta dos primeiros passos, vieram juntos os primeiros tombos, os primeiros joelhos ralados. Cada uma dessas quedas fortalecem ela, mas enquanto isso penso nas milhares de sobreviventes sem pai, sem mãe, que são obrigadas a se fortalecerem no calor da batalha, a sobreviverem na guerra que não é delas.

Penso que nós, enquanto cidadãos, na lida diária do dia a dia temos tão pouco tempo, tão pouca empatia, reclamações temos a falar de tudo e na maioria das vezes só olhamos nosso umbigo na mais ampla mesquinhez, é lamentável, porém real.

A luta diária de cada um é válida, mesmo a essa distância não estamos de todo de mãos atadas. Não podemos cuidar daquelas crianças em específico, porém a empatia, a solidariedade com que nos esforçamos para ver o próximo, para cuidar e ajudar o que está ao nosso alcance. Aparentemente pode parecer tão pouco para quem faz, mas para quem recebe é um tesouro.

Ainda que mais ínfimo o gesto, tente… Faça!

Cada um de nós, seres humanos e nossa jornada pela vida, somos todos aprendizes. Sejamos como as crianças que muitas vezes são obrigadas a serem fortes e diante da dureza da vida ainda tem um sorriso a ofertar. Sejamos aprendizes da bondade e da força que esses pequeninos trazem. Façamos nós a diferença hoje!

FONTEO Piagui virtual
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