O morador de Botucatu (SP) que viralizou com seu trabalho, que cria rostos humanos de personagens com uso de inteligência artificial e softwares de edição de imagens, fez uma nova homenagem, agora aos fãs de sertanejo.

Assim como fez no início de março, recriando os rostos dos músicos da banda Mamonas Assassinas no dia que a morte deles completou 26 anos, Hidreley Leli Dião recriou os rostos dos sertanejos Leandro e João Paulo como estariam hoje, aos 60 e 61 anos, respectivamente.

O cantor Leandro, que fazia dupla com o irmão Leonardo, morreu em 1998 aos 36 anos em decorrência de um câncer. Já João Paulo fez sucesso no estilo com a dupla com o amigo Daniel. Ele morreu um ano antes, em 1997, aos 37 anos, em um acidente de carro. Hidreley postou as fotos neste domingo (20) em sua página do Instagram.

“No auge do sucesso em suas duplas sertanejas, esses dois cantores partiram nos deixando muitas saudades”, diz na postagem que recebeu mais de 5,3 mil curtidas e quase 200 comentários em menos de 24 horas.

62 anos Ayrton Senna:

Hidreley aproveitou a data, 21 de março, para relembrar também o aniversário de 62 anos do piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna, conhecido mundialmente por vencer a categoria três vezes, em 1988, 1990 e 1991. O legado deixado pelo piloto marcou no coração do artista, que o homenageou com uma publicação no Instagram.

Na postagem, o empresário utilizou da técnica para imaginar como Senna seria se ainda estivesse vivo. Hidreley ainda rememorou na legenda sobre o dia em que o piloto morreu, após tentar fazer uma curva e bater contra muro no Grande Prêmio de San Marino, em Imola, na Itália, no dia 1º de maio de 1994.

“No dia 1 de maio de 1994, o mundo ficou um pouco menos colorido. Era o dia da morte de um dos maiores ídolos brasileiros. As manhãs de domingo nunca mais foram as mesmas. A Fórmula 1 nunca mais foi a mesma. As pessoas ficaram incrédulas ao ver o momento na televisão, e quando a morte foi confirmada, causou uma comoção mundial. Para homenageá-lo quis ver como ele estaria hoje e fiz um vídeo dele dublando sua música favorita ” The Best” da Tina Turner. Certa vez no Esporte Espetacular ele disse que ia para os treinos com o volume no último em seu carro cantando essa música”, escreveu.

Fãs do trabalho responderam na publicação, que já conta com mais de 850 curtidas: “Agora tu foi fundo na emoção das pessoas. Muito bom!” e “Nossa, que saudade!”, escreveram os seguidores do artista.

Reconhecimento do trabalho:

No último dia 9 de março, Hidreley se encontrou virtualmente com parentes do cantor Dinho e do guitarrista Bento, do grupo Mamonas Assassinas. O encontro aconteceu depois da homenagem que o artista fez no dia que a morte dos músicos em um acidente de avião completou 26 anos.

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Segundo Hidreley, o convite para conhecer os parentes por meio do bate-papo online veio de uma jornalista do Espírito Santo

O encontro com os parentes do grupo serviu para lembrar o morador de Botucatu que o trabalho que criou atingiu os objetivos. Segundo ele, a sensação que mais prevaleceu, tanto como fã quanto como artista, foi a de dever cumprido.

“Emoção que vou levar para a vida toda. O sobrinho do Bento levou a minha criação para a avó dele. Disse que a preparou antes, dizendo que era um trabalho de um artista, já que ela tem 90 anos de idade e não está ciente de como está o mundo digital. Ele também disse que, quando a avó olhou, ela se emocionou, achou muito bonito. O rapaz me disse que outros parentes também viram e consegui tocar o coração deles. Todos me agradeceram muito pelo que proporcionei a eles”, disse em entrevista ao g1.

Vida aos desenhos:

O g1 conversou com Hidreley no mês passado sobre seu trabalho. Utilizando softwares e inteligência artificial, o jornalista e empresário “dá vida” a personagens famosos de desenhos animados.

O morador de Botucatu também é colaborador de uma revista digital há quase 5 anos. Por isso, a rotina é voltada para descobrir novas narrativas e relatá-las aos leitores.

Entre essas histórias, está a de artistas que descobriram na inteligência artificial uma forma de trazer um “novo olhar” para pinturas antigas e estátuas, com traços realistas. Com o trabalho desses criadores, Hidreley diz que desenvolveu sua técnica de criação.

“Comecei a estudar a inteligência artificial, fiz pesquisas e tive a ideia de fazer algo diferente: fazer as estátuas e pinturas antigas, mas como se eles vivessem nos dias de hoje, como se você pudesse se encontrar com eles no supermercado. Esse é o meu projeto. Olhar para essas caricaturas e imaginá-las em ‘carne e osso’”, explica.

Hidreley diz que conseguiu absorver e entender o processo de criação em seis meses e revela que usa em seu “esquema próprio” de criação quatro aplicativos, entre eles o Photoshop e aplicativos no celular.

Em seis meses, o artista, empresário e jornalista Hidreley Leli Dião, de Botucatu (SP), lembra que conseguiu absorver e entender o processo de criação
“Me desafiei a fazer algo que outros artistas estavam fazendo, mas da minha forma. Peguei o jeito de um aplicativo, de outro e deu certo”, relembra.

Processo de criação:

O artista não se contentou com apenas trazer vida a estátuas e direcionou o projeto aos tão famosos personagens da Disney.

“Fiz dois personagens, o Moe de ‘Os Simpsons’ e o Aladin, e postei no meu Instagram. Até então, eu tinha 8 mil seguidores, mas o pessoal gostou muito, foi comentando sugestões e eu acolhia e criava o que me pediam. Quando me dei conta, tinha umas 20 novas imagens e novos seguidores. Em duas semanas, muita plataforma grande me procurou para entrevistas e eu estava com mais de 50 mil seguidores”, comemora.

O que o artista mais lê nos comentários de postagens são afirmações como “isso é gente de verdade” ou “isso é fotografia”. Mas ele insiste em dizer que as produções são frutos da inteligência artificial, estudo e dedicação.

Sobre o processo de criação, Hidreley comenta que tem “olhar artístico” para cada arte que se propõe a transformar. Para começar, ele procura rostos em banco de imagens que tenham traços semelhantes aos personagens que quer recriar.

Em seguida, após a escolha da imagem base, o personagem que ganhará vida é sobreposto no Photoshop. A partir disso, o artista monta o rosto real em, no máximo, 50 minutos.

“Estica daqui, estica dali, procuro fontes de cabelo, e por aí vai. Muitas vezes achar uma foto no banco de imagens demora muito mais do que o próprio processo digital. Levo em torno de uma hora para encontrar um rosto e uns 50 minutos no máximo para recriar. No total, são umas duas horas para concluir”, finaliza.

Como exemplo, Hidreley mostra o processo para criar o rosto real do Bruno, personagem do filme Encanto da Disney e que foi um dos projetos mais pedidos pelos seguidores. O rosto base, do banco de imagens de domínio público iStock, é um homem com tom de pele claro e olhos claros.

Para o artista, basta “sentir que irá funcionar” e que o personagem irá se adequar ali como ponto de partida para iniciar a criação.


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Fonte: Tupaense

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