Uma mulher dos EUA que nasceu sem útero se tornou a primeira na história a ter 2 bebês após um transplante.

Diagnosticada no início da adolescência com a síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH), uma malformação congênita que causa ausência ou obstrução vaginal e anomalias uterinas e tubárias, Jennifer Dingle, 33 anos, achava que nunca teria um bebê.

A jovem ficou muito abalada com o diagnóstico, mas, sempre teve esperança de uma dia engravidar. Felizmente, apesar do prognóstico médico, seu desejo se tornou realidade graças aos avanços da medicina moderna.

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Atualmente, Jennifer é mãe de 2 meninas saudáveis — Jiavannah e Jade — após se submeter a um transplante de útero pioneiro, em dezembro de 2016.

“Durante minha adolescência, todas as minhas amigas estavam iniciando seus ciclos menstruais e eu fiquei animada pensando que seria a próxima. Mas nunca aconteceu, então perguntei à minha mãe sobre isso e acabamos indo ao médico. Fiz um exame e eles não conseguiram ver o colo do útero, então fui encaminhada a um especialista. Eles confirmaram que eu não tinha colo do útero, mas sim ovários. Depois de mais exames, descobriram que eu não tinha útero e fui diagnosticado com MRKH. Disseram-me que nunca seria capaz de carregar meu próprio filho e, se eu quisesse ter meus próprios filhos biológicos, seria com uma barriga de aluguel. Foi difícil. Toda menina sonha em se casar e ter filhos”, lembrou Jen, que mora no Texas com seu esposo Jason, 34.

“Jason sempre apoiou muito minha condição, eu disse a ele desde o início. Ele me disse para não me preocupar e que seríamos pais de qualquer maneira. Poucos meses depois de me casar, fui ao ginecologista para fazer um check-up e perguntei à médica sobre as opções de começar uma família. Ela me disse que tinha ouvido falar de um transplante de útero acontecendo no exterior, mas não era para eu ter muitas esperanças, pois poderia ser muito arriscado”, contou.

O transplante

“Dois anos depois, estávamos morando em Nápoles, Itália, quando recebi um telefonema empolgado de minha mãe. Ela tinha ouvido falar que o Baylor University Medical Center, em Dallas, no Texas, estava procurando participantes para um ensaio médico para 10 mulheres a serem submetidas a um transplante de útero. Eu voei para casa imediatamente para me inscrever”, contou.

Em julho de 2016, ela foi informada de que foi aceita para participar do teste. Logo iniciou o processo. Foi feito um ciclo de fertilização in vitro, que gerou cinco embriões e, em novembro, a clínica encontrou uma doadora viva que queria doar seu útero.

De acordo com o portal Mirror, o transplante foi realizado em dezembro de 2016, após uma cirurgia de nove horas. Um mês depois, Jen teve sua primeira menstruação, aos 27 anos. “Eu fui a segunda receptora de transplante de útero com sucesso nos Estados Unidos. Fiquei muito feliz por ter meu primeiro período menstrual”, conta.

Bebês

A norte-americana se submeteu a uma transferência de embrião bem-sucedida seis depois do transplante. Engravidou e teve Jiavannah, agora com quase 4 anos, que nasceu de uma cesariana, em fevereiro de 2018.

Meses depois, ela teve seu segundo filho. “Nunca pensei que ouviria novamente as palavras: ‘Você está grávida’. Mesmo depois que o médico confirmou com exames de sangue, fui para casa e fiz vários exames só para me certificar, foi tão surreal. Eu sou a primeira mulher nos Estados Unidos a ter dois bebês após um transplante de útero”, disse, orgulhosa. “Estou muito grata à mulher que doou seu útero. As palavras nem podem descrever o quão grato eu sou. Eu falei com ela pelo Facebook, mas ainda não nos encontramos. Talvez um dia nos encontremos”, comentou.

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Fonte: Crescer

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