Existem profissões que exigem rígida responsabilidade cotidiana, como na medicina. Esses profissionais, muitas vezes, devem colocar seus pacientes acima de sua própria saúde, mesmo arriscando suas vidas.

De toda forma, eles escolheram essa carreira, cientes da dedicação necessária para servir os mais necessitados.

Lucas Augusto Pires, neurocirurgião brasileiro de 32 anos que perdeu a vida lutando contra a pandemia em Ivaipora, no Paraná, sabia bem disso. No entanto, em suas últimas palavras, ele não se arrependeu de ter dado tudo para seus pacientes.

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Este jovem médico faleceu em 2020, quando ainda não haviam chegado as vacinas contra a doença. Em julho daquele ano, ele deixou suas últimas palavras pelas redes sociais, que se tornaram virais país afora.

“Atualmente estou indo para a Unidade de Terapia Intensiva devido ao agravamento do meu estado de saúde. Estarei incomunicável, mas agradeço aos meus amigos por suas orações. Me infectei fazendo o que amo, cuidando dos meus pacientes com amor e dedicação. Faria de novo”, dizia parte do texto.

“Sei que meu Deus está acima de todas as coisas, que seus caminhos e propósitos são sempre justos e perfeitos e que no final tudo contribui juntamente para o bem daqueles que amam a Deus , daqueles que são chamados segundo o seu propósito . Romanos 8:28 . Amém”, acrescentou.

Naquela época, os médicos sabiam a que estavam expostos, mas mesmo assim estavam na linha de frente atendendo a grande massa de infectados que chegavam aos centros de saúde.

Foi difícil para a família entender que seu caso era tão grave, porque ele ainda era muito jovem. “Senti que naquele momento ele tinha muita fé de que Deus faria o que fosse melhor, mesmo passando pelo pior momento de sua vida. Embora ele faça o que ama, nós o amamos também. Não queria perdê-lo”, disse a viúva de Lucas, Camila Piscitello.

“Ele tinha toda a vida pela frente. Ele não viu muitos pacientes com Covid, mas quando o fez, foi muito cauteloso”, lamentou Gabriela, irmã do médico.

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Fonte: G1

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