O cãozinho Tom, um border collie que havia fugido no último sábado (10) em Guarujá (SP) foi encontrado na manhã de hoje. Os donos do animal ofereciam R$ 5 mil de recompensa.

Desaparecido por quase cinco dias após se assustar com fogos de artifício durante um jogo entre Santos e Palmeiras, Tom foi achado por Cláudio José Santana Claudino, um porteiro que estava a caminho do trabalho. Ele recusou a recompensa e explicou a decisão.

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“Soube [do desaparecimento do Tom] através da minha esposa. Ela mandou a foto no WhatsApp falando que tinha um cachorro desaparecido e estava comovida com a família”, explicou Cláudio antes de falar as dicas recebidas pela mulher para ajudar na busca.

Ele conta que ela lhe pediu para tomar cuidado ao dirigir no caminho para o trabalho, nas proximidades de onde o cachorro se perdeu, pois poderia ver o cãozinho.

Atento, por volta das seis horas de hoje, Cláudio avistou Tom. Ele decidiu parar o carro, ofereceu comida, que foi recusada pelo pet, e começou a ligar para os donos, Bruna Maistro e Caio Justo.

Ainda na tentativa de contato com os dois, ele foi para o prédio que trabalha e de lá fez novas tentativas de ligações frustradas. Porém, ao mandar mensagens pelo WhatsApp, ele conseguiu ser respondido.

“O dia foi amanhecendo e consegui trazer ele para o condomínio, onde tem uma garagem muito grande. Pedi para abrirem o portão e ele entrou”, detalhou o porteiro.

O casal fez questão de agradecer todo apoio recebido nos últimos dias, inclusive com relatos de pessoas de outras cidades e estados, além de doações para a vaquinha da recompensa, destacando o papel de Cláudio no resgate.

“Uma pessoa abençoada nos ligou e enviou vídeos, como a gente tinha falado, e foi escoltando [o Tom]. A gente estava próximo do Guarujá e acordamos no susto. [Fomos] Correndo de qualquer jeito e ele estava lá [no condomínio]”, disse Caio em um vídeo.

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Recompensa negada

Apesar da quantia em dinheiro prometida pelo resgate, Cláudio José não aceitou o dinheiro.

“A nossa recompensa vem do ‘Senhor’. Não precisa ter motivo para ajudar o próximo. Infelizmente a ganância do ser humano acha que tudo é o dinheiro. [Isso] É triste”, lamenta o porteiro.

Ele aproveitou para falar sobre comentários que tem lido na internet: “Vi gente me chamar de bobo porque eu não quis pegar o dinheiro. Eu vejo que não há necessidade [de recompensa], graças a Deus”.

Bruna afirmou que não iria julgar se Cláudio quisesse ficar com o dinheiro. “A gente insistiu para que ele aceitasse e ele realmente fez tudo de muito bom coração. Uma pessoa incrível, maravilhosa e ele não quis aceitar”.

O reencontro com Tom, nas palavras de Caio, “foi muito gostoso, indescritível”.

“Já faz umas horinhas que reencontramos ele. [O Tom] Está muito cansado, ele não está machucado, está limpinho”, disse Bruna, que nesta tarde foi ao veterinário com o cachorro.

Fonte: G1

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