Um vovô de Blumenau (SC) vai rifar seu velho Fusca 1976 para ajudar a neta a continuar cursando Medicina em uma universidade particular da região.

Walter Lautenschlager, 69 anos, não pensou duas vezes em se desfazer do carro ao descobrir que as mensalidades da faculdade de Pietra Bianca, 19, estavam atrasadas.

Até agora, avô e neta conseguiram vender 200 dos 1000 números da rifa.

Para acelerar as vendas, Walter e Pietra criaram um perfil nas redes sociais, onde apresenta o veículo aos participantes.

“Somos muito ligados. Moro com ele desde que nasci e ele é como um pai para mim. Quando ele decidiu vender o carro por mim, percebi que o que ele mais queria era que eu realizasse meu sonho, se tornou o sonho dele também. Sou muito grata por isso, por esse apoio e essa oportunidade”, contou Pietra, que sonha ser médica.

A rifa começou em julho, cujo sorteio será realizado pela Loteria Federal. Walter, que é aposentado, comprou o Fusca há dois anos e reformou completamente o veículo.

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“Inicialmente, a ideia era apenas vender o Fusca para poder quitar as mensalidades atrasadas, mas minha mãe conversando com um amigo de trabalho veio com a ideia da rifa, então decidimos fazer”, disse Pietra.

A estudante universitária começou o curso no início deste ano e já atrasou quatro mensalidades por falta de dinheiro. O valor total da dívida chega a R$ 28 mil – e pelo fato do curso ser integral, Pietra não pode trabalhar para ajudar a pagar.

Segundo a jovem, a universidade ofereceu um desconto de 25% das parcelas a partir de agora. Essa porcentagem já deve abater uma parte da dívida, que cairá para R$ 21 mil.

Ela espera pagar a dívida com a instituição assim que a rifa for sorteada. Também quer ter recursos suficientes para conseguir continuar cursando a faculdade, como uma bolsa de estudos ou financiamento acadêmico.

“Querendo ou não, se apegou a ele [ao carro], mas não hesitou em vendê-lo por mim. Minha maior vontade é poder compensá-lo no futuro, proporcionando a ele e minha família uma vida boa e sem tantas preocupações como agora. Quero realizar os sonhos dele, assim como ele está realizando o meu“, afirma.

Pietra quer fazer Medicina desde a infância. Ela mora com a mãe, que é professora da rede pública municipal, e os avós.

“Desde que me entendo por gente, sempre quis ser médica. Quando eu tinha 4 anos assisti a uma novela que tinha uma pediatra e eu achei aquela profissão muito legal. Mesmo crescendo nunca tirei a ideia da cabeça, ainda mais conhecendo mais sobre a área. Quero muito ajudar as pessoas”, destacou Pietra.

Há dois anos, a catarinense concluiu o ensino médio e foi aprovada na universidade que está agora. Mas precisou desistir do sonho pela falta de dinheiro.

O tempo passou e eventualmente os familiares dela conseguiram o dinheiro para pagar a matrícula, mas as quatro prestações ja venceram. “Desistir com certeza não está nos planos“, concluiu a jovem.

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Fonte: UOL

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